Tudo que eu espero viver na minha primeira vez em Porto Alegre
Ainda não fui. Essa viagem existe hoje só no mapa, na mala meio arrumada e na minha cabeça — e é exatamente por isso que quero registrar agora, antes de ir, tudo que estou imaginando encontrar por lá.
20h de estrada · inverno gaúcho≈ 20 horas de ônibus — o tempo que separa quem eu sou agora, escrevendo este post, de quem eu vou ser pisando na Redenção pela primeira vez.
As comidas que eu quero experimentar
Nunca provei churrasco gaúcho de verdade, na cruz, do jeito que só se faz no Rio Grande do Sul. É o primeiro item da minha lista mental.
- Churrasco na cruz — quero ver o processo, não só comer.
- Arroz de carreteiro — curiosa pra entender o sabor do charque no arroz.
- Café colonial — imagino uma mesa cheia de cucas e pães quentinhos, perfeita pro frio.
- Cachorro-quente completo — já vi fotos e parece bem diferente do que estou acostumada.
- Chimarrão — esse item é tão importante que ganhou um tópico só dele, aqui embaixo.
Onde imagino tomar meu primeiro chimarrão
Nunca segurei uma cuia na mão. Pesquisando, esses são os lugares onde quero viver esse momento:
- Parque Farroupilha (Redenção) — dizem que nos fins de semana a grama vira uma roda gigante de cuias passando de mão em mão.
- Orla do Guaíba — quero tomar meu chimarrão vendo um dos pôres do sol mais bonitos do mundo, segundo quem já foi.
- Uma casa de erva-mate no centro — quero entender a diferença entre as ervas antes de comprar meu próprio kit pra levar pra casa.
Pontos turísticos que quero conhecer sem gastar nada
Como parte da viagem é sobre economizar, montei uma lista só de lugares gratuitos que já estão no meu roteiro mental:
- Parque Farroupilha — o point mais democrático da cidade, segundo tudo que li.
- Orla do Guaíba — caminhada, bike e o famoso pôr do sol.
- Usina do Gasômetro — uma antiga usina virou espaço cultural com vista pro Guaíba.
- Mercado Público — entrada livre, mas essa merece um tópico inteiro.
- Rua da Praia — quero sentir a arquitetura histórica do centro andando a pé.
O que espero encontrar no Mercado Público
É um dos lugares que mais aparece quando pesquiso "o que fazer em Porto Alegre", e minha expectativa é alta:
- Andar pelos corredores só olhando as bancas de temperos, queijos e produtos coloniais.
- Provar o famoso cone de chimichurri que tanto vi em fotos.
- Comprar minha primeira cuia numa loja de erva-mate de dentro do mercado.
- Subir até o mezanino pra ver o movimento de cima, com calma.
Ir num horário mais tranquilo, de manhã cedo em dia de semana, pra aproveitar sem a multidão de turistas.
O que quero fazer no Parque Farroupilha (Redenção)
Parece que é o coração social da cidade — e é onde mais quero passar tempo sem pressa:
- Caminhar pelas alamedas e sentir o clima do parque.
- Se a data coincidir com domingo, ver o Brique da Redenção, a feira de artesanato e antiguidades.
- Sentar na grama pra tomar meu chimarrão, mesmo sem saber ainda preparar direito.
- Passar pela Fonte Talavera de la Reina, que já vi em tantas fotos do parque.
Onde vou me hospedar
Escolhi a rede Íbis pela praticidade e pelo custo-benefício. Ainda não conheço o quarto, mas pesquisei bastante antes de decidir: localização estratégica, café da manhã incluso e um preço que cabe no orçamento da viagem. É exatamente o que preciso pra uma primeira vez sozinha na cidade.
Como pretendo economizar
- Priorizar os pontos turísticos gratuitos que já mapeei.
- Comer no Mercado Público em vez de restaurantes voltados só pra turista.
- Aproveitar ao máximo o café da manhã do hotel.
- Ter escolhido o ônibus em vez do avião — 20h é bastante, mas o valor da passagem compensa.
- Caminhar sempre que der, já que muitos pontos do centro ficam próximos entre si.
Como pretendo me locomover pela cidade
Meu plano é usar Uber como principal meio de transporte entre os pontos turísticos, por praticidade e segurança numa cidade que ainda não conheço. Como plano B, vou contar com os ônibus urbanos e, se precisar ir até a região metropolitana, o Trensurb.
O que estou levando na mala pro inverno gaúcho
Nunca peguei um inverno tão sério quanto o do Sul, então a mala está sendo pensada com cuidado:
20 horas de estrada separam essa expectativa da realidade
Escrever tudo isso antes de ir é uma forma de guardar esse momento: a ansiedade boa de quem nunca esteve lá, a mala sendo pensada nos mínimos detalhes, a curiosidade sobre cada cuia de chimarrão que ainda vou tomar. Quando eu voltar, quero comparar esse texto com o que realmente vivi.
Até a próxima postagem — dessa vez, contando como foi de verdade. 🫕🚌

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